O Governo de Minas anunciou, nesta quarta-feira (15), a retomada das obras do Hospital Regional de Governador Valadares, na região Leste do estado, que estão paralisadas desde 2015.
A retomada das obras será possível graças a um acordo realizado entre o Executivo estadual e a Fundação Renova, responsável pela reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. O termo do acordo vai permitir o aporte de R$ 78 milhões e a fundação será a responsável por entregar o hospital pronto e equipado.
Durante reunião, via videoconferência, com dez deputados federais e estaduais, Romeu Zema, acompanhado pelo secretário de Governo, Igor Eto, destacou que a retomada das obras era uma das prioridades de sua gestão e é fruto do esforço do Executivo para acelerar medidas compensatórias que, de fato, beneficiem a população.
“Desde que assumi, solicitei, juntamente com o governador Renato Casagrande, do Espírito Santo, que nós tentássemos interceder junto à Fundação Renova para que houvesse agilização das ações que a mesma conduz no sentido de reparar os dois estados. Já conseguimos alguns avanços e a conclusão do Hospital Regional de Governador Valadares está entre os mais importantes para os mineiros, porque é uma região que realmente precisa ser melhor atendida”, afirmou o governador.
A expectativa é de que as obras sejam concluídas no primeiro trimestre de 2022. Com cerca de 220 leitos, o hospital deve se tornar referência na região Leste, com atendimento que será prestado a todos os municípios da localidade.
O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, ressaltou que parte da estrutura pode ser usada antes mesmo da construção completa. “Vamos começar a estudar qual será a vocação do hospital, tanto de uma forma geral para o futuro da região, quanto para o próximo inverno, quando ainda podemos ter casos de COVID-19. Esperamos que, daqui a um ano, ele já tenha condições de receber alguns leitos. Vamos realizar os estudos de gerenciamento, financiamento, características de leito e objetivos dentro da rede”, explicou.