Há pouco mais de quatro meses, o Sul de Minas confirmava seu primeiro caso de coronavírus. Mesmo após este período, pelo menos 16 cidades da região ainda não registraram nenhum caso da doença.
O balanço foi feito com base nas estatísticas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerias (SES-MG), que divulga diariamente um boletim epidemiológico com os casos da doença no estado.
Alagoa, Areado, Carvalhos, Consolação, Dom viçoso, Fama, Gonçalves, Ibitiúra de Minas, Jacuí, Liberdade, Marmelópolis, São Sebastião do Rio Verde, São Tomé das Letras, Sapucaí-Mirim, Seritinga e Soledade de Minas são as cidades no sul de Minas que até o momento não apresentaram nenhum caso da Covid-19.
Se por um lado esta estatística é boa, por outro tem gerado enorme preocupação na população local.
São Tomé das Letras foi a primeira cidade da região a fechar os limites para entrada de turistas e visitantes durante a pandemia. A medida vale desde o dia 17 de março e foi renovada por mais 30 dias, em um decreto publicado esta semana.
Apesar de controlar os casos de Covid-19, famílias locais relatam dificuldades financeiras, já que o turismo é a principal fonte de renda para parte da cidade. Segundo a prefeitura, as famílias têm recebido ajuda com doações de cestas básicas e produtos de higiene.
“A prefeitura disponibilizou um canal de WhatsApp para cadastro do requerimento de benefícios, formou uma equipe com três assistentes sociais para fazer avaliação dessas demandas, manteve seus equipamentos de assistência social abertos e já foram concedidas em torno de 300 cestas básicas”, explicou a assistente social Melanie Junqueira.
Ainda segundo Melanie, o tempo para liberação do auxílio emergencial do Governo Federal, no valor de R$ 600, também pode ter prejudicado as famílias. “Isso tem feito com o que município precise intervir para apoiar as famílias no enfrentamento à pandemia”.
A assistência social também notou aumento do número de pessoas que têm procurado ajuda ao longo dos últimos quatro meses. “Muitos trabalhadores informais se tornaram público da assistência social exatamente por conta do fechamento da cidade”.
A prefeitura já tem estudos e planejamento para uma flexibilização no futuro, mas o decreto que impede entrada de turistas na cidade continua em vigor.