Governo ativa Centro de Operações em Emergência de Saúde em todo o estado

Durante coletiva de imprensa virtual, realizada nesta segunda-feira (30), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, por meio do secretario Carlos Eduardo Amaral, anunciou que será ativado o Centro de Operações em Emergência de Saúde (Coes), nas 28 Regionais de Saúde do Estado. Esta é uma ação da SES como medida de regionalizar ainda mais o controle da saúde.

“A ação tem como objetivo aproximar o controle da emergência de saúde pública de cada região dos municípios e dos prestadores. Como Minas Gerais é um estado de grandes dimensões, essa ação é fundamental para haver a cobertura de todas as áreas de forma igualitária, de acordo com cada necessidade territorial”, avaliou o secretário.

Serão, ao todo, 14 Comitês Macrorregionais para enfrentamento à COVID-19, distribuídos nas macrorregiões de saúde definidas pelo Plano Diretor de Regionalização (PDR). As sedes administrativas serão as Superintendências Regionais de Saúde, localizadas nos municípios polo da macrorregião. Os comitês terão caráter propositivo, além de composição multidisciplinar e multissetorial. Estarão, ainda, vinculados ao Coes-Minas COVID-19, coordenado pela SES-MG.

Ao ser questionado sobre possíveis subnotificações no Estado, o secretário Carlos Eduardo explicou que há três níveis de acompanhamento dos casos. No primeiro nível, há o aumento de forma extrema na notificação de possíveis casos suspeitos, o estímulo para que os profissionais de saúde, ao atenderem casos em que se perceba a ocorrência de um quadro viral ou gripal, os notifiquem como casos suspeitos.

O segundo nível é a confirmação diagnóstica,  que se dá por meio da realização de exames, dentro dos critérios estabelecidos para a testagem ser feita. Eles atestam se os casos são de coronavírus ou não. “A partir do momento que Minas Gerais passou a ser uma área de transmissão comunitária, foi definido que a realização dos exames seria prioritária para casos de óbitos, pessoas privadas de liberdade ou asiladas, rede sentinela e profissionais de saúde. Este é o foco dos exames que estão sendo realizados atualmente”, destacou o secretário.

O terceiro e último nível são os esforços para evitar a sobrecarga do sistema de saúde do Estado. “Fazemos o acompanhamento diário e, neste momento, não identificamos essa sobrecarga. E isso é importante, pois reflete que nossos esforços estão alinhados e que estão surtindo efeitos. Por isso, é fundamental destacar que a subnotificação, caso ocorra, não é suficiente para modificar os casos hoje divulgados”, concluiu.

Em relação aos equipamentos de proteção individual (EPI) dos profissionais de saúde, o secretário adjunto da SES, Marcelo Cabral, destacou os repasses que a secretaria tem feito aos municípios, a fim de auxiliá-los no enfrentamento ao COVID-19.

“Por meio da subsecretaria de Inovação e Logística da SES, temos feito os repasses, conforme anunciado ao longo da última semana, de R$ 71 milhões para os hospitais da Região Metropolitana de Belo Horizonte, R$ 61 milhões para Unidade Básica de Saúde (UBS) e Upas, e R$ 32 milhões para Atenção Primária, que dão condições para que os municípios façam as devidas aquisições de insumos e EPI, de acordo com suas necessidades”, afirmou.

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