Coronavírus: primeira fase do hospital de campanha em BH deve ser entregue na sexta (3/4)

Após o anúncio da construção de um hospital de campanha usando a estrutura do Expominas, em Belo Horizonte, o Governo de Minas divulgou nesta segunda-feira (30), que pretende entregar a primeira fase da montagem já na próxima sexta (3/4). Ao todo, o hospital terá a disponibilidade de 800 leitos.

A ação é uma das iniciativas do governo estadual para se antecipar às necessidades que possam surgir com a pandemia do coronavírus, Covid-19. As obras estão sendo executadas por empresa privada com o apoio de militares da PMMG e do Corpo de Bombeiros. “Cerca de 100 profissionais trabalham diariamente, em turnos de 24 horas. A gestão é da Diretoria de Apoio Logístico da PM. Concluído, o hospital terá a disponibilidade de 800 leitos, sendo 100 para atendimento a casos de alta complexidade”, detalha o major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, responsável pelo anúncio de ações realizadas pelo Estado na montagem do hospital de campanha.

Pronto para sobrecarga

Instalação utilizada em guerras, o hospital de campanha tem como característica a capacidade de manobra para atender a uma sobrecarga de pacientes. “Médicos e enfermeiros ficam próximos à linha de combate para fazer frente a necessidades pontuais que chegam ali. É um modelo estabelecido em processos de guerra, um conceito aplicado em combates. No nosso caso, combate ao Coronavírus“, compara Santiago. 

O major reforça que, frente à pandemia, a ação do governo objetiva atender a uma possível situação de sobrecarga do sistema de saúde. “Se, e quando, houver  essa sobrecarga, estaremos preparados. A princípio, a expectativa é atender, sobretudo, casos de menor complexidade ou aqueles que possam ser remanejados para aliviar os hospitais convencionais, abrindo capacidade para que possam atender pacientes mais graves. No entanto, 100 leitos de UTI com todos os equipamentos necessários serão disponibilizados no Expominas”, explica.

Ele destaca ainda que a escolha do Expominas se deu por questões de estrutura e logística. “É um espaço amplo, próximo ao Anel Rodoviário e com fluxo facilitado pela Avenida Amazonas, com capacidade de fluidez e recepção inclusive ao tráfego de ambulâncias”. 

Prevenção

Santiago ressalta que os profissionais que participam da instalação do hospital de campanha passam por rigoroso processo de prevenção à COVID-19. “Há uma série de critérios técnicos adotados tanto pela empresa contratada, que tem expertise na montagem e manutenção de estruturas no próprio Expominas e em áreas de saúde, quanto das corporações envolvidas no apoio à montagem. No local, todos usam Equipamento de Proteção Individual (EPI) e têm acesso a higienização constante, inclusive com álcool gel. Os procedimentos operacionais são padronizados com foco na limpeza e na estrutura oferecida aos trabalhadores, incluindo alimentação”.  

A previsão é de que o hospital seja erguido em três fases. A primeira, com entrega na sexta-feira (3/4), envolve a montagem da estrutura dos 800 leitos de enfermaria nos pavilhões do Expominas (conceito de portas abertas e cuidados paliativos); a segunda será a montagem de 100 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), na arena do espaço; por fim, a terceira fase prevê a expansão de leitos enfermaria e UTI, montados no foyer, no segundo pavimento e no auditório. O estacionamento também poderá ser utilizado para aporte de tendas. E ainda um necrotério será montado no Parque de Exposições.

Recursos humanos 

Além da equipe da empresa de montagem, 900 militares em curso de formação estão à disposição da força-tarefa do hospital de campanha. “Eles prestam apoio na logística e no transporte de materiais, entre outras tarefas de bastidores”, diz o major.

Com a unidade pronta, os profissionais envolvidos no atendimento e demais áreas operacionais da unidade serão recrutados por meio de chamamento de voluntários, aporte de profissionais de órgãos públicos, contratação direta e até reconvocação de militares estaduais. 

Em andamento, o processo de viabilidade de equipamentos (materiais permanentes e insumos) prevê busca nos bens do Estado, doações e ou empréstimos de unidades hospitalares e da rede hoteleira, além de outros setores públicos e privados. Também está prevista a aquisição de materiais.

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