Operação flagra trabalho escravo em fazenda de café e resgata servidores em Machado

Ação, realizada em conjunto pela Polícia Rodoviária Federal, Secretaria do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, foi finalizada nesta quinta-feira (23)

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Um operação conjunta realizada por Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria do Trabalho e Ministério Público do Trabalho flagrou trabalho escravo em uma fazenda de café em Machado, no sul de Minas Gerais. Foram resgatados do local do local 13 trabalhadores.

De acordo com a PRF, denúncias informavam que havia trabalho em condições equivalentes ao escravo em uma fazenda produtora de café na zona rural da cidade.

Operação conjunta flagrou trabalho escravo em fazenda de café de Machado (MG) — Foto: Divulgação/PRF

Ainda segundo a polícia rodoviária federal, eles exerciam a panha de café sem condições exigidas pela legislação, como, por exemplo, registro na carteira de trabalho, salários retidos, sem equipamento de proteção individual e alojamentos inadequados e insalubres.

De acordo com o auditor do trabalho, Alexandre Scarpelli, em inspeção durante a operação, foram identificadas as irregularidades.

“Fomos ao alojamento desses trabalhadores, onde encontramos uma situação de bastante sujidade, colchões inadequados, falta de roupa de cama adequada às condições climáticas da região. [Além disso] alimentos misturados com roupas e pertences dos trabalhadores. Devido a toda essa situação degradante, de quebra da dignidade do trabalhador, foi declarado como trabalho escravo e foi feito o resgate de 13 trabalhadores no município de Machado”, narrou o auditor do trabalho.

Segundo a PRF, no local estavam os trabalhadores, todos homens maiores de idade, com idades entre 25 e 30 anos, vinte cinco a trinta anos. Eles são moradores da cidade de José Gonçalves de Minas, localizada no norte de minas.

De acordo com a PRF, o alojamento foi interditado e os trabalhadores encaminhados para um hotel em machado, sendo posteriormente levados à cidade de origem. Na tarde desta quinta-feira, eles receberam os acertos trabalhistas, que somados chegam a quantia de R$ 100 mil.

Os trabalhadores resgatados também receberão três parcelas do seguro desempregos. De acordo com a PRF, os proprietários deveram pagar multas trabalhistas e responderão medidas administrativas pertinentes ao caso.

De acordo com a PRF, os proprietários da fazenda deveram pagar multas trabalhistas e responderão medidas administrativas. O escritório de contabilidade representante da fazenda disse que não se pronunciaria sobre o caso e nem os clientes.

Fonte:G1/Globo.com

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