No dia 25 de janeiro de 2019 a barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu, causando uma enorme tragédia humana e ambiental. Desde o primeiro chamado para resgatar as vítimas, até os dias e meses que se seguiram, bombeiros de todo o estado têm trabalhado na região no que é chamada de uma “situação complicada e triste”.
Mais de 500 militares do Sul de Minas foram deslocados para ajudar nas buscas, onde 259 pessoas morreram e 11 ainda estão desaparecidas, além de terem suas casas totalmente destruídas pela lama.
Ontem (03), por volta das 11h30, um militar do Corpo de Bombeiros de Varginha (CB BM Magson de Freitas do 9° BBM) integrava uma equipe de busca e localizou um crânio, com arcada dentária superior parcialmente preservada, fator complementar a identificação por meio de DNA, o que pode agilizar a identificação. O material é remanescente da ponte Alberto Flores e estava na frente de trabalho, Espera 2, local em que se faz a secagem e a dobra (vistoria) do rejeito. O segmento foi encaminhado para a Polícia Civil, que trabalha no processo de identificação. Mais uma vez, o trabalho é fruto de uma incansável jornada que o Corpo de Bombeiros mantém há 376 dias, no intuito de assegurar às famílias uma despedida mais digna.
Números
O número de pessoas mortas com a tragédia chegou a 260 e o de desaparecidos a 10. Trezentos e setenta e seis dias se passaram desde a tragédia e o Corpo de Bombeiros continuam com suas equipes nos pontos onde novas pessoas podem ser encontradas. Não há previsão para encerramento das buscas.
